Coração
- Quase Amor
- 30 de mar. de 2018
- 1 min de leitura

há um coração onde não deveria
quero arrancá-lo e lançá-lo ao mar
a dor vem e chuta as pernas
carrasca, ela obriga a curvar
o corpo grita a voz da doença muda
o coração usurpador se rasga e começa a sangrar,
mas não cessa os passos errantes
cavalga mais até devastar
pílula, encolhe, recosta, dorme
de um ventre maltratado,
uma fé disforme
há esperança onde não poderia
ela germina em solo infértil
faz crescer a mulher
que enfrenta o pulsar
de uma terra estéril.
[sobre ter endometriose]
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