Esqueletos
- Quase Amor
- 26 de nov. de 2018
- 1 min de leitura

guardo esqueletos no armário
ficam apertados, um sobre o outro, sempre a reclamar
barulhentos, às vezes eles vêm falar comigo (quase nunca quando quereria)
dançamos e rimos juntos até parecermos próximos
depois nos ignoramos, talvez envergonhados de nossa sintonia
é difícil procurá-los por iniciativa própria
não quero fazê-los se sentirem bem-vindos
são bastante inconvenientes, não têm modos!
não limpam os pés quando invadem a casa
bebem e comem mesmo que não precisem
riem quando não devem
e me bagunçam inteira
acabo empurrando-os de volta para onde pertencem (será?)
enquanto me provocam para deixá-los à vontade
"apenas um pouco mais"
solitária (e de volta ao silêncio), me pergunto como seria
se os meus esqueletos se tornassem amigos de alguém...
...eu provavelmente gostaria disso.
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