Verdade
- Quase Amor
- 15 de jul. de 2019
- 1 min de leitura

seus olhos sorriem antes dos lábios
gosto de antever seu humor
gosto de você me permitir fazê-lo
gosto do que temos
você é livro aberto a quem soma
e sua intimidade é doce convite
que eleva momentos simples a outros níveis
seus dedos não mentem quando tocam
(seja minha pele ou um papel de seda)
e suas ideias abraçam
universos que não conversam
para além das diferenças
aventurar-me a entendê-lo é natural e calmo
não há amarras quaisquer que me prendam
venho porque quero
permaneço porque quero
(quero muito você)
seu caminho de aparência tortuosa
carrega uma verdade crua
ela, de quem a maioria sequer
conhece a face, você já viu nua
eu sei, não precisa dizer
sua palavra tem valor
e sua gentileza não é efêmera
fazem crescer em mim
o desejo de viver cada momento
que nos convenha.
(a quem abri a porta.)
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